Blog do Bolchê: Placar pode mudar – Capiberibe muda voto, rejeita impeachment e anima base de Dilma

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Brasília – O plenário do Senado, na sessão de hoje (9), que vota a pronúncia do impeachment, viveu um momento de surpresa com a declaração do voto e discurso proferidos por João Capiberibe (PSB-AP).

O parlamentar tinha votado pela admissibilidade do impeachment de Dilma em maio. Mas ao mesmo tempo, tem um passado de história na luta contra a ditadura civil-militar e foi preso político na mesma época que a presidenta afastada Dilma Rousseff, motivo pelo qual sua postura suscitava dúvidas.

Em um discurso duro, ele disse que muda seu voto e é contra o impeachment, “pela democracia”. Afirmou, ainda, que “o impeachment é nada mais que uma encenação grotesca para cobrir a nossa falta de cultura democrática”.

O senador já tinha dito, no final do mês passado, que sua posição poderia ser outra em relação ao voto dado em maio. E nas últimas semanas, vinha se mantendo recolhido e evitando dar declarações à imprensa.

Sua declaração de voto contra o afastamento foi comemorada de forma discreta pelos parlamentares que apoiam a presidenta no plenário – primeiro, para não quebrar o decoro da sessão. Em segundo lugar, para não vibrar antes da hora. Mas o certo é que foi tido como fator positivo para a votação em favor de Dilma Rousseff.

Espera-se, a partir de agora, que venha a tomar posição semelhante o senador José Carlos Valadares (PSB-SE), por integrar o mesmo partido e por ser outro que demonstrou estar em dúvida em relação ao impeachment.

A posição oficial do PSB continua sendo pelo afastamento da presidenta. Um dos principais capitães dessa corrente é o ex-ministro da Integração de Dilma Rousseff, senador Fernando Bezerra Coelho (PE).

Outra dúvida aguardada pelos parlamentares dos dois lados – pró e contra o impeachment – e que pode mudar a condução dos votos na sessão, diz respeito à posição do senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele também demonstrou indecisão nos últimos dias quanto à forma como irá votar na sessão, e vem sendo cortejado como uma noiva, tanto por integrantes do seu partido, o PSD, como pelo PMDB, para votar pelo impeachment.

Alencar também foi convidado para sentar e participar de reuniões com representantes da bancada do seu estado, a Bahia, para votar de forma contrária ao afastamento da presidenta. Segundo integrantes do PT, deu um sinal de que tem possibilidade de mudar o voto ontem, depois de ter participado de solenidade ao lado do presidente interino Michel Temer e não ter manifestado qualquer declaração antecipada a respeito.

Novo ânimo

A posição de Capiberibe deu novo ânimo aos parlamentares da base aliada da presidenta afastada, que ficaram chocados com as declarações feitas na última semana pelos senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Lúcia Vânia (PSB-GO). Os dois diziam, igualmente, que também estavam analisando sobre a forma como iriam votar, mas declararam ser favoráveis ao afastamento da presidenta.

No caso de Capiberibe, ele foi didático em seu discurso. “Nem sei por onde começar, senhor presidente, porque a marcha da insensatez que caminha no país, avança sem chegar a porto algum.

O impeachment não resolve a crise, ao contrário a aprofunda”, afirmou, dirigindo-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que preside a sessão. “Quem vai pagar o preço do impeachment serão os trabalhadores e as pessoas que conseguiram ter certa ascensão social, mas, por conta da crise economia, tiveram de retornar ao estado de pobreza de tempos atrás”, acrescentou.

O parlamentar disse que a sociedade está dilacerada e perdendo o rumo e ele, ao lado de alguns colegas, bem que tentou conversar, meses atrás, com representantes dos dois grupos políticos, pró e contra o impeachment. “Infelizmente não deu certo, pois os senadores com quem procuramos buscar um diálogo só disseram e escutaram o que quiseram e não foi possível encontrar um termo em comum.”

Capiberibe ainda pisou no calo dos colegas que possuem processos na Justiça e afirmou que “nem todos preenchem a exigência feita de serem julgadores de um processo de impeachment porque estão envolvidos ou são réus em casos no Judiciário”. Sendo assim, acrescentou que não poderiam atuar como juízes num processo importante para o país como estão atuando.

09Ago2016

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Após extinção do Ministério da Cultura, atores favoráveis ao golpe viram piada nas redes

Via Brasil 247 em 15/5/2016 Atores e artistas que vinham defendendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff viraram alvo de memes e piadas nas redes, desde que o governo interino de Michel Temer…

Fonte: Após extinção do Ministério da Cultura, atores favoráveis ao golpe viram piada nas redes

Coxinhas fazem campanha entre eles mesmos de boicote a filme que já não assistiriam de jeito nenhum

Do Diário de Pernambuco:

Logo após a exibição de Aquarius no Festival de Cannes, a maioria das críticas publicadas sobre o primeiro filme pernambucano a concorrer a uma Palma de Ouro foi positiva. Entre as publicações internacionais, um ou outro crítico fez alguma ressalva, mas o resultado geral aponta o filme como um dos favoritos da competição (oito concorrentes ainda serão projetados), principalmente por causa da atuação de Sonia Braga no papel da protagonista Clara. O jornal britânico Telegraph chega a mencionar a possibilidade de uma indicação ao Oscar para a atriz e diz que o filme faz o público querer morar no Brasil.

Hollywood Reporter (EUA):
“Aquarius pode desapontar aqueles que apreciam a natureza experimental de O som ao redor. Por outro lado, esse adorável drama da velha idade funciona bem como um sério e colorido estudo de personagem, mesmo que realmente não quebre nenhuma convenção cinematográfica.”

The Guardian (Inglaterra):
“Rica e misteriosa história da desintegração social brasileira. Aquarius não termina da forma esperada, e talvez nem sequer tenha realmente um final. O roteiro interrompe a revelação de uma informação que seria bombástica. Ainda assim é o retrato de uma mulher soberbamente interpretada e observada de forma densa.”

Telerama (França):
“Crônica cativante da sociedade brasileira. Em todos os planos ou quase, Sonia Braga exibe tanta coragem quanto modéstia. Uma séria candidata para o prêmio de interpretação? Sim.”

20 Minutes (França):
“Sem ofensa para Kristen Stewart e Marion Cotillard, este magnífico retrato de uma sexagenária brasileira tem grandes chances de ver sua atriz principal recompensada.”

Culture Box (França):
“Gostaríamos que o diretor destacasse ainda mais suas intenções e suas críticas. Nos limites do expressionismo, os pensamentos são destilados muito raramente e não francamente. Infelizmente muitas áreas cinzentas permancem.”

L’Express (França):
“Um formidável retrato de mulher. Um sério candidato à Palma de Ouro.”

Le Monde (França):
“Kleber Menonça Filho coloca em cena os problemas do Brasil contemporâneo com beleza e musicalidade.”

Première (França):
“Com Aquarius, o cineasta Kleber Mendonça Filho traça uma crônica da sociedade brasileira com uma maestria e uma melancolia impressionantes.”

Le Figaro (França):
“Clara, rainha do Festival de Cannes. A heroína do novo filme do brasileiro Kleber Mendonça Filho fez a Croisette dançar, rir e chorar.”

Le Quotidien (Luxemburgo):
“Sônia Braga interpreta a personagem com sobriedade e carisma, como só são capazes as grandes atrizes.”

Variety (EUA):
“Mais sutil, mas não menor maduro que O som ao redor, Aquarius é um estudo de personagem, bem como uma meditação perspicaz sobre a transitoriedade do lugar e a forma como o espaço físico define nossas identidades. Festivais clamarão, embora distribuidores infelizmente podem sentir-se cautelosos por causa da longa duração.”

Telegraph (Inglaterra):
“Aquarius vai fazer você querer morar no Brasil. Emocionante, aprofunda-se de forma tão inteligente, termina de maneira brilhante e possui o momento exato em que você enxerga Sonia Braga como indicada ao Oscar.”

Público (Portugal):
“Um filme sensualíssimo, sereno e sinistro sobre a memória ameaçada realizado por Kleber Mendonça Filho, é até agora o melhor do concurso.”

22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

Quantas vezes você já escutou alguém falando “cinema nacional não presta”. Eu sempre escuto, e na maioria das vezes quem fala não conhece um terço dos filmes que são bons. Tendo em vista isso, reso…

Fonte: 22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

FALTOU – BATISMO DE SANGUE –
– Central do Brasil
– Hoje eu quero voltar sozinho
– O pagador de promessas
– O céu de Sueli
– Pixote, a lei domais fraco
– O rei da noite
– Dona Flor e seus dois maridos
– Eu, tu, eles
– Que horas ela volta?
– O Quatrilho
– O beijo da mulher aranha
– Carlota Joaquina
– Copacabana
– A ostra e o vento
– Cafundó
– Deu pra ti anos 70
– Bye bye Brasil

E por aí vai, com certeza, alguém vai lembrar de mais algum.
A lista é grande !!!!

Nota oficial do Partido dos Trabalhadores sobre o golpe

NOTA DO PT SOBRE ADMISSÃO DO IMPEACHMENT NO SENADORui Falcão: “Não descansaremos um só minuto até que a presidenta retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro”.Via Portal do PT em 12/5/2016O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, divulgou nota, na manhã de quinta-feira, dia 12/5, sobre a aprovação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado Federal.“Mais uma vez em nossa história, as elites pisoteiam o voto popular, abrindo caminho para a imposição de um governo ilegítimo”, diz o documento direcionado ao povo brasileiro. E reafirma: “Não descansaremos um só minuto até que a presidenta de todos os brasileiros, sufragada em eleições livres e diretas, retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro”.Leia a nota na íntegra:“COMUNICADO AO POVO BRASILEIROA admissão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, aprovada pelo Senado Federal, é a continuidade do golpe contra a democracia e a Constituição.Mais uma vez em nossa história, as elites pisoteiam o voto popular, abrindo caminho para a imposição de um governo ilegítimo.O país está sendo tomado de assalto pelos piores expoentes das oligarquias do poder, da mídia monopolizada e da plutocracia. Incapazes de vencer nas urnas, recorrem à farsa institucional para derrubar uma governante eleita pela maioria do povo brasileiro e que não cometeu qualquer crime.O revés sofrido neste 12 de maio, perante as forças da infâmia, da traição e do golpismo, será respondido com redobrado ânimo de combate pela restauração constitucional e a absolvição da presidenta Dilma Rousseff, no julgamento de mérito que se realizará dentro de alguns meses.O Partido dos Trabalhadores, ao lado dos demais integrantes da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo, e em conjunto com todas as forças democráticas, continuará mobilizado nas ruas e instituições nacionais.Estamos seguros de que os trabalhadores do campo e da cidade, os intelectuais progressistas, a juventude e as mulheres continuarão a cumprir seu papel de vanguarda na resistência pela legalidade.Saberemos levar a todos os cantos do país o protesto contra a usurpação e o golpe.Nossa mobilização, plural e unitária, vai muito além do apoio ao governo liderado por nosso partido. Acima de tudo, defendemos a ordem democrática e repudiamos o programa dos golpistas, que planejam arrochar salários; reverter a política de reajustes do salário-mínimo; mexer com os direitos dos aposentados; anular vinculações constitucionais da saúde e da educação – enfim um programa regressivo, antipopular e antinacional.Não descansaremos um só minuto até que a presidenta de todos os brasileiros, sufragada em eleições livres e diretas, retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro.Não ao golpe. Fora Temer!

Fonte: Nota oficial do Partido dos Trabalhadores sobre o golpe

Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e afastou Cunha, diz colunista

O anúncio do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de pautar nesta quinta-feira a ação da Rede que pedia o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara irritou o min…

Fonte: Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e afastou Cunha, diz colunista

Maria Rita Kehl: “Puniram o único governante que não manipulou investigações”

Em carta aberta à presidenta, a psicanalista e integrante da Comissão da Verdade lamentou votos na Câmara pelo impeachment e disse que Dilma estará nos livros de história como uma pessoa justa

Fonte: Maria Rita Kehl: “Puniram o único governante que não manipulou investigações”

Derrotada no plenário da Câmara dos Deputados no último domingo (17) no processo de admissibilidade do impeachment, a presidenta Dilma Rousseff é punida por ter sido a única pessoa a ocupar o Palácio do Planalto a não interferir nas investigações de corrupção no governo. A análise, feita em carta aberta em artigo no jornal Folha de S.Paulo, é da psicanalista Maria Rita Kehl, que também integrou a Comissão Nacional da Verdade, que investiga as violações aos direitos humanos cometidas pela ditadura militar.

Kehl começa seu texto usando a forma como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dirige a Dilma, expressão ironizada pela oposição durante a votação de domingo: “Querida presidente Dilma”, escreveu.  “O lugar que ocupará na história do País […] está garantido, presidente Dilma, e será positivo.”

A principal razão, diz ela, é que “pela primeira vez ‘na história deste País’, um governante não usou de seus poderes de manipulação e chantagem para evitar a investigação de crimes envolvendo seu partido”. A psicanalista pergunta: “Será que ninguém se pergunta por que a Lava Jato, apesar de sua evidente falta de imparcialidade, nunca encontrou obstáculos durante seu mandato?”

Ela agradeceu a instalação da Comissão Nacional da Verdade, embora com muito atraso em relação aos vizinhos latino-americanos. Essa demora, corrigida por Dilma, não foi suficiente para que a população se mobilizasse. Ao contrário, jovens pedem intervenção militar “como se autoritarismo e repressão fossem sinônimos de ordem e paz social”.

O resultado: a possibilidade de “cassação de uma presidente séria, comprometida com o combate à corrupção, por uma Câmara comandada por um deputado acusado de vários crimes e repudiado pela população”.