BRASIL NUNCA MAIS — studio de yoga eduardo padula

http://www.hildegardangel.com.br/brasil-nunca-mais-2/ Brasil nunca mais Publicado em 06/10/2017 Compartilho com vocês minha dificuldade de agora, ela paralisa e asfixia. Houve tempos em que minha inconsciente juventude permitia que eu colorisse com festas a mais feiosa das vidas. O mais cinzento dos tempos. Não sei o tipo de patologia, mas eu floria exuberâncias onde poucas flores tinham, pintava […]

via BRASIL NUNCA MAIS — studio de yoga eduardo padula

Compartilho com vocês minha dificuldade de agora, ela paralisa e asfixia. Houve tempos em que minha inconsciente juventude permitia que eu colorisse com festas a mais feiosa das vidas. O mais cinzento dos tempos. Não sei o tipo de patologia, mas eu floria exuberâncias onde poucas flores tinham, pintava beleza onde ligeiro traço havia, enaltecia elegância havendo leves sugestões. E todos resplandeciam, e os cenários emolduravam casamentos, festas, jantares, em que todos almejavam estar, e a vida se tornava mais perfeita para os frequentadores daqueles ambientes, estivessem eles presentes ao vivo ou através da leitura de minhas páginas de jornal. Eu tinha o dom.

Compulsivamente, eu maquiava o dia a dia, a night by night, fazendo tudo mais frenético do que de fato, mais e mais encantador. Recepções, bailes, coquetéis, trepidações em boates, foram incontáveis páginas de jornal cobertas com centenas, milhares de fotografias, que se desdobraram em milhares outras, de outros jornais e de outras colunas, emergindo tal e qual em todo o país, no mesmo estilo editorial, na trilha daquela minha viagem, determinada a fazer especial e mágico o mundo da elite brasileira.

Os profissionais da moda me amavam. Seus ateliês viviam agendados, a cada evento que noticiado. Eu, filha de costureira, me rejubilava com isso. Os cabeleireiros, cheios. Floristas, banqueteiros, profissionais de festas, todos satisfeitos. A coluna social do sábado fazia o Rio girar, palpitar, gargalhar. Colunas da concorrência empenhavam-se em se igualar, talvez fossem muito melhores em tudo, porém no capítulo fazer as festas e o Rio bombarem era minha a primazia.

Até mesmo no carnaval. Perguntem ao Amaral quem fazia anualmente o Baile Borbulhantes, de carnaval, do Hippo? E ao Priolli, a quem ele delegava seu camarote principal, todos os anos, no Baile da Cidade, no Canecão? Ao Recarey, quem ocupava anualmente, com seus convidados, o maior camarote do Baile Oficial da Cidade, quando passou a ser no Scala – e acontecia um baile dentro do baile? E ao Marcio Braga, perguntem quem inventou o Baile Vermelho e Preto – e apoiou? Ao Phillip Carruthers e à Andréa Natal, quem desde sempre apoiou o Baile do Copa, até ele se tornar um sucesso? E quando Régine Choukroun vinha de Paris promover seu baile de pré-carnaval Le Cirque Fantastique, do Canecão, era em minha casa o coquetel de convidados que o antecedia, com todas as celebridades internacionais que chegavam. Quanto fôlego!

Sem esquecer das escolas de samba. Quando, bem antes do Sambódromo, sugeri ao João Roberto Kelly, presidente da Riotur, um camarote só com os artistas, naquele tempo ou duros ou remediados, sem acesso às poucas áreas vip da assistência do desfile das escolas. Kelly providenciou um grande camarote e um ônibus. Para a concentração, o Copacabana Palace cedeu a Pérgula, água, refri, sanduíche e cafezinho. E lá nos reunimos para partir rumo ao primeiro dos camarotes dos artistas. Sucesso absoluto. Naquele tempo, eu acumulava a “Perla Sigaud” com a coluna diária de TV de O Globo – “Por dentro da TV”, na última página do Segundo Caderno, vizinhança ótima, logo abaixo das críticas televisivas do mestre Artur da Távola.

Esse 1º camarote foi épico. Esperadíssima por Grande Otelo, a Mangueira passou triste, xôxa, plumas molhadas, riscando o chão, enquanto chovia a cântaros, Otelo deprimido bebia a cântaros, e xingava lá de cima. Ittala Nandi, sem convite, xingava lá de baixo, a nós todos e a ditadura. A ex-sra. Antonio Pitanga, Vera Manhães, linda, também passava na Sapucaí e, pelo mesmo motivo, xingava geral. E nós sob risco de irmos parar todos no Dops, com tanta xingação, já que apenas uma divisória baixinha de madeira nos separava do Ministro do Exército de Figueiredo, Walter Pires, no camarote ao lado. Foi em 1981, o ano da bomba do Riocentro.

Foram duas décadas de apoteose e vibração para o Rio de Janeiro e, em decorrência, para as demais capitais e as cidades do interior, cujas vidas em sociedade eram regidas pelo colunismo social. Eu era a Perla Sigaud, responsável pelas páginas duplas de sábado, de O Globo, uma referência forte, uma inspiração do colunismo nacional, nos dramáticos anos 70 e 80.

Mesmo nos piores cenários, a vida me inspirava projetos e possibilidades. Havia na época um hino, “Vai passar”, que a nós todos emulava ao primeiro acorde no rádio do automóvel.

Isso foi antes, bem antes de, nos anos 90, passar a me assinar com o próprio nome, no mesmo jornal, as mesmas páginas duplas semanais, depois, a página única diária do Segundo Caderno, e a coluna diária do Jornal do Brasil, e a edição semanal do Caderno H no JB. Sempre borbulhando aos borbotões.

A anunciada dificuldade que tenho a compartilhar se chama ‘nunca mais’. Nunca mais inconsciência juvenil, inconsequência nunca mais. Nunca mais talento de colorir cor de rosa o que cinza está. De me equilibrar bailarina em fios tênues sobre o despenhadeiro escuro. De chorar com a alma e sorrir com a boca. Nunca mais cegueira para não ver a face horrenda da maldade, que agora se agiganta em máscaras disformes, projetando escuridão sobre nossas perspectivas de futuro. Nunca mais “Vai passar”.

Essa a causa de meu profundo entristecimento. O Brasil cinza chumbo de ontem retirou-nos o nosso presente, mas não subtraiu a esperança de um amanhã. O de hoje só nos oferece trevas, sem qualquer amanhecer. Brasil submetido à pena da obscuridade eterna, sob a opressão de religiosos fundamentalistas, que promulgam leis a seu critério e prazer, debaixo do jugo e do taco de falsos moralistas, investidos do papel de censores sem apreciar a arte, sequer conhecê-la, reprimido por movimentos que, de forma violenta, silenciam e asfixiam todos os canais de cordialidade, reflexão e diálogo.

Brasil dos sem memória, dos que desprezam a História, dos que prezam a tortura, enaltecem o estupro, humilham as diferenças. Brasil dos capas pretas, ‘cabeças pretas’, camisas pretas, gravatas pretas. Brasil da grande escuridão.

Blog do Bolchê: Placar pode mudar – Capiberibe muda voto, rejeita impeachment e anima base de Dilma

Fonte: Blog do Bolchê: Placar pode mudar – Capiberibe muda voto, rejeita impeachment e anima base de Dilma

Brasília – O plenário do Senado, na sessão de hoje (9), que vota a pronúncia do impeachment, viveu um momento de surpresa com a declaração do voto e discurso proferidos por João Capiberibe (PSB-AP).

O parlamentar tinha votado pela admissibilidade do impeachment de Dilma em maio. Mas ao mesmo tempo, tem um passado de história na luta contra a ditadura civil-militar e foi preso político na mesma época que a presidenta afastada Dilma Rousseff, motivo pelo qual sua postura suscitava dúvidas.

Em um discurso duro, ele disse que muda seu voto e é contra o impeachment, “pela democracia”. Afirmou, ainda, que “o impeachment é nada mais que uma encenação grotesca para cobrir a nossa falta de cultura democrática”.

O senador já tinha dito, no final do mês passado, que sua posição poderia ser outra em relação ao voto dado em maio. E nas últimas semanas, vinha se mantendo recolhido e evitando dar declarações à imprensa.

Sua declaração de voto contra o afastamento foi comemorada de forma discreta pelos parlamentares que apoiam a presidenta no plenário – primeiro, para não quebrar o decoro da sessão. Em segundo lugar, para não vibrar antes da hora. Mas o certo é que foi tido como fator positivo para a votação em favor de Dilma Rousseff.

Espera-se, a partir de agora, que venha a tomar posição semelhante o senador José Carlos Valadares (PSB-SE), por integrar o mesmo partido e por ser outro que demonstrou estar em dúvida em relação ao impeachment.

A posição oficial do PSB continua sendo pelo afastamento da presidenta. Um dos principais capitães dessa corrente é o ex-ministro da Integração de Dilma Rousseff, senador Fernando Bezerra Coelho (PE).

Outra dúvida aguardada pelos parlamentares dos dois lados – pró e contra o impeachment – e que pode mudar a condução dos votos na sessão, diz respeito à posição do senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele também demonstrou indecisão nos últimos dias quanto à forma como irá votar na sessão, e vem sendo cortejado como uma noiva, tanto por integrantes do seu partido, o PSD, como pelo PMDB, para votar pelo impeachment.

Alencar também foi convidado para sentar e participar de reuniões com representantes da bancada do seu estado, a Bahia, para votar de forma contrária ao afastamento da presidenta. Segundo integrantes do PT, deu um sinal de que tem possibilidade de mudar o voto ontem, depois de ter participado de solenidade ao lado do presidente interino Michel Temer e não ter manifestado qualquer declaração antecipada a respeito.

Novo ânimo

A posição de Capiberibe deu novo ânimo aos parlamentares da base aliada da presidenta afastada, que ficaram chocados com as declarações feitas na última semana pelos senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Lúcia Vânia (PSB-GO). Os dois diziam, igualmente, que também estavam analisando sobre a forma como iriam votar, mas declararam ser favoráveis ao afastamento da presidenta.

No caso de Capiberibe, ele foi didático em seu discurso. “Nem sei por onde começar, senhor presidente, porque a marcha da insensatez que caminha no país, avança sem chegar a porto algum.

O impeachment não resolve a crise, ao contrário a aprofunda”, afirmou, dirigindo-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que preside a sessão. “Quem vai pagar o preço do impeachment serão os trabalhadores e as pessoas que conseguiram ter certa ascensão social, mas, por conta da crise economia, tiveram de retornar ao estado de pobreza de tempos atrás”, acrescentou.

O parlamentar disse que a sociedade está dilacerada e perdendo o rumo e ele, ao lado de alguns colegas, bem que tentou conversar, meses atrás, com representantes dos dois grupos políticos, pró e contra o impeachment. “Infelizmente não deu certo, pois os senadores com quem procuramos buscar um diálogo só disseram e escutaram o que quiseram e não foi possível encontrar um termo em comum.”

Capiberibe ainda pisou no calo dos colegas que possuem processos na Justiça e afirmou que “nem todos preenchem a exigência feita de serem julgadores de um processo de impeachment porque estão envolvidos ou são réus em casos no Judiciário”. Sendo assim, acrescentou que não poderiam atuar como juízes num processo importante para o país como estão atuando.

09Ago2016

Após extinção do Ministério da Cultura, atores favoráveis ao golpe viram piada nas redes

Via Brasil 247 em 15/5/2016 Atores e artistas que vinham defendendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff viraram alvo de memes e piadas nas redes, desde que o governo interino de Michel Temer…

Fonte: Após extinção do Ministério da Cultura, atores favoráveis ao golpe viram piada nas redes

Coxinhas fazem campanha entre eles mesmos de boicote a filme que já não assistiriam de jeito nenhum

Do Diário de Pernambuco:

Logo após a exibição de Aquarius no Festival de Cannes, a maioria das críticas publicadas sobre o primeiro filme pernambucano a concorrer a uma Palma de Ouro foi positiva. Entre as publicações internacionais, um ou outro crítico fez alguma ressalva, mas o resultado geral aponta o filme como um dos favoritos da competição (oito concorrentes ainda serão projetados), principalmente por causa da atuação de Sonia Braga no papel da protagonista Clara. O jornal britânico Telegraph chega a mencionar a possibilidade de uma indicação ao Oscar para a atriz e diz que o filme faz o público querer morar no Brasil.

Hollywood Reporter (EUA):
“Aquarius pode desapontar aqueles que apreciam a natureza experimental de O som ao redor. Por outro lado, esse adorável drama da velha idade funciona bem como um sério e colorido estudo de personagem, mesmo que realmente não quebre nenhuma convenção cinematográfica.”

The Guardian (Inglaterra):
“Rica e misteriosa história da desintegração social brasileira. Aquarius não termina da forma esperada, e talvez nem sequer tenha realmente um final. O roteiro interrompe a revelação de uma informação que seria bombástica. Ainda assim é o retrato de uma mulher soberbamente interpretada e observada de forma densa.”

Telerama (França):
“Crônica cativante da sociedade brasileira. Em todos os planos ou quase, Sonia Braga exibe tanta coragem quanto modéstia. Uma séria candidata para o prêmio de interpretação? Sim.”

20 Minutes (França):
“Sem ofensa para Kristen Stewart e Marion Cotillard, este magnífico retrato de uma sexagenária brasileira tem grandes chances de ver sua atriz principal recompensada.”

Culture Box (França):
“Gostaríamos que o diretor destacasse ainda mais suas intenções e suas críticas. Nos limites do expressionismo, os pensamentos são destilados muito raramente e não francamente. Infelizmente muitas áreas cinzentas permancem.”

L’Express (França):
“Um formidável retrato de mulher. Um sério candidato à Palma de Ouro.”

Le Monde (França):
“Kleber Menonça Filho coloca em cena os problemas do Brasil contemporâneo com beleza e musicalidade.”

Première (França):
“Com Aquarius, o cineasta Kleber Mendonça Filho traça uma crônica da sociedade brasileira com uma maestria e uma melancolia impressionantes.”

Le Figaro (França):
“Clara, rainha do Festival de Cannes. A heroína do novo filme do brasileiro Kleber Mendonça Filho fez a Croisette dançar, rir e chorar.”

Le Quotidien (Luxemburgo):
“Sônia Braga interpreta a personagem com sobriedade e carisma, como só são capazes as grandes atrizes.”

Variety (EUA):
“Mais sutil, mas não menor maduro que O som ao redor, Aquarius é um estudo de personagem, bem como uma meditação perspicaz sobre a transitoriedade do lugar e a forma como o espaço físico define nossas identidades. Festivais clamarão, embora distribuidores infelizmente podem sentir-se cautelosos por causa da longa duração.”

Telegraph (Inglaterra):
“Aquarius vai fazer você querer morar no Brasil. Emocionante, aprofunda-se de forma tão inteligente, termina de maneira brilhante e possui o momento exato em que você enxerga Sonia Braga como indicada ao Oscar.”

Público (Portugal):
“Um filme sensualíssimo, sereno e sinistro sobre a memória ameaçada realizado por Kleber Mendonça Filho, é até agora o melhor do concurso.”

22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

Quantas vezes você já escutou alguém falando “cinema nacional não presta”. Eu sempre escuto, e na maioria das vezes quem fala não conhece um terço dos filmes que são bons. Tendo em vista isso, reso…

Fonte: 22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

FALTOU – BATISMO DE SANGUE –
– Central do Brasil
– Hoje eu quero voltar sozinho
– O pagador de promessas
– O céu de Sueli
– Pixote, a lei domais fraco
– O rei da noite
– Dona Flor e seus dois maridos
– Eu, tu, eles
– Que horas ela volta?
– O Quatrilho
– O beijo da mulher aranha
– Carlota Joaquina
– Copacabana
– A ostra e o vento
– Cafundó
– Deu pra ti anos 70
– Bye bye Brasil

E por aí vai, com certeza, alguém vai lembrar de mais algum.
A lista é grande !!!!

Nota oficial do Partido dos Trabalhadores sobre o golpe

NOTA DO PT SOBRE ADMISSÃO DO IMPEACHMENT NO SENADORui Falcão: “Não descansaremos um só minuto até que a presidenta retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro”.Via Portal do PT em 12/5/2016O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, divulgou nota, na manhã de quinta-feira, dia 12/5, sobre a aprovação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado Federal.“Mais uma vez em nossa história, as elites pisoteiam o voto popular, abrindo caminho para a imposição de um governo ilegítimo”, diz o documento direcionado ao povo brasileiro. E reafirma: “Não descansaremos um só minuto até que a presidenta de todos os brasileiros, sufragada em eleições livres e diretas, retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro”.Leia a nota na íntegra:“COMUNICADO AO POVO BRASILEIROA admissão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, aprovada pelo Senado Federal, é a continuidade do golpe contra a democracia e a Constituição.Mais uma vez em nossa história, as elites pisoteiam o voto popular, abrindo caminho para a imposição de um governo ilegítimo.O país está sendo tomado de assalto pelos piores expoentes das oligarquias do poder, da mídia monopolizada e da plutocracia. Incapazes de vencer nas urnas, recorrem à farsa institucional para derrubar uma governante eleita pela maioria do povo brasileiro e que não cometeu qualquer crime.O revés sofrido neste 12 de maio, perante as forças da infâmia, da traição e do golpismo, será respondido com redobrado ânimo de combate pela restauração constitucional e a absolvição da presidenta Dilma Rousseff, no julgamento de mérito que se realizará dentro de alguns meses.O Partido dos Trabalhadores, ao lado dos demais integrantes da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo, e em conjunto com todas as forças democráticas, continuará mobilizado nas ruas e instituições nacionais.Estamos seguros de que os trabalhadores do campo e da cidade, os intelectuais progressistas, a juventude e as mulheres continuarão a cumprir seu papel de vanguarda na resistência pela legalidade.Saberemos levar a todos os cantos do país o protesto contra a usurpação e o golpe.Nossa mobilização, plural e unitária, vai muito além do apoio ao governo liderado por nosso partido. Acima de tudo, defendemos a ordem democrática e repudiamos o programa dos golpistas, que planejam arrochar salários; reverter a política de reajustes do salário-mínimo; mexer com os direitos dos aposentados; anular vinculações constitucionais da saúde e da educação – enfim um programa regressivo, antipopular e antinacional.Não descansaremos um só minuto até que a presidenta de todos os brasileiros, sufragada em eleições livres e diretas, retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro.Não ao golpe. Fora Temer!

Fonte: Nota oficial do Partido dos Trabalhadores sobre o golpe

Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e afastou Cunha, diz colunista

O anúncio do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de pautar nesta quinta-feira a ação da Rede que pedia o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara irritou o min…

Fonte: Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e afastou Cunha, diz colunista

Maria Rita Kehl: “Puniram o único governante que não manipulou investigações”

Em carta aberta à presidenta, a psicanalista e integrante da Comissão da Verdade lamentou votos na Câmara pelo impeachment e disse que Dilma estará nos livros de história como uma pessoa justa

Fonte: Maria Rita Kehl: “Puniram o único governante que não manipulou investigações”

Derrotada no plenário da Câmara dos Deputados no último domingo (17) no processo de admissibilidade do impeachment, a presidenta Dilma Rousseff é punida por ter sido a única pessoa a ocupar o Palácio do Planalto a não interferir nas investigações de corrupção no governo. A análise, feita em carta aberta em artigo no jornal Folha de S.Paulo, é da psicanalista Maria Rita Kehl, que também integrou a Comissão Nacional da Verdade, que investiga as violações aos direitos humanos cometidas pela ditadura militar.

Kehl começa seu texto usando a forma como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dirige a Dilma, expressão ironizada pela oposição durante a votação de domingo: “Querida presidente Dilma”, escreveu.  “O lugar que ocupará na história do País […] está garantido, presidente Dilma, e será positivo.”

A principal razão, diz ela, é que “pela primeira vez ‘na história deste País’, um governante não usou de seus poderes de manipulação e chantagem para evitar a investigação de crimes envolvendo seu partido”. A psicanalista pergunta: “Será que ninguém se pergunta por que a Lava Jato, apesar de sua evidente falta de imparcialidade, nunca encontrou obstáculos durante seu mandato?”

Ela agradeceu a instalação da Comissão Nacional da Verdade, embora com muito atraso em relação aos vizinhos latino-americanos. Essa demora, corrigida por Dilma, não foi suficiente para que a população se mobilizasse. Ao contrário, jovens pedem intervenção militar “como se autoritarismo e repressão fossem sinônimos de ordem e paz social”.

O resultado: a possibilidade de “cassação de uma presidente séria, comprometida com o combate à corrupção, por uma Câmara comandada por um deputado acusado de vários crimes e repudiado pela população”.

Carnaval pela democracia lota cinelândia no Rio de Janeiro – Portal Vermelho

Blocos de carnaval e sambistas estão reunidos na Cinelândia na tarde deste sábado (16) em uma manifestação musical contra o impeachment. Confira fotos dos foliões que se reuniram para dizer não ao golpe. Confira as fotos publicadas pelo Mídia Ninja. Em São Paulo, blocos de carnaval organizam um arrastão pelas ruas do centro da capital paulista.

Fonte: Carnaval pela democracia lota cinelândia no Rio de Janeiro – Portal Vermelho

História do apê de Lula é idêntica ao que viveu JK, revela Mário Magalhães

É impressionante as semelhanças entre como se excluiu Juscelino Kubitschek da vida pública e como está se tentando fazer o mesmo com o ex-presidente Lula. O  jornalista Mário Magalhães, autor da excelente biografia “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, está fazendo um novo trabalho para contar a história de Carlos Lacerda. Mexendo em arquivos de jornal, encontrou ouro puro, mas não sobre o seu objeto de pesquisa. E sim sobre como a mídia transformou JK num bandido numa operação casada com a ditadura militar. A criatividade continua a mesma, JK foi acusado de ocultar patrimônio e teria, segundo os jornais, um apartamento luxuoso na avenida Vieira Souto. Hoje, Juscelino é considerado um dos presidentes mais importantes da história brasileira, como Getúlio, mas ambos saíram escorraçados do governo. No caso de JK, seu sucessor foi Jânio Quadros, que venceu a disputa eleitoral com a marca da vassourinha, que viria para varrer toda a bandalheira. Faz mais de 50 anos, mas parece que é hoje. Não deixe de ler o post do Mário Magalhães abaixo.

Depois de deixar a Presidência, Juscelino Kubitschek (1902-1976) foi morar num apartamento novinho em folha na avenida Vieira Souto, Ipanema, o metro quadrado mais caro do país.

Globo JK

A empreiteira que ergueu o prédio havia tocado na região Sul uma obra concedida pela administração JK (1956-1961).

O projeto arquitetônico do prédio foi desenhado por Oscar Niemeyer, que nada cobrou pelo serviço.

Mais de uma vez o ex-presidente visitou as obras do apê que viria a ocupar.

Idem sua mulher, dona Sarah, que pediu numerosas alterações no projeto original.

Um mestre de obras foi afastado, devido a reclamações da antiga primeira-dama.

O imóvel era espaçoso. Jornais publicariam que tinha 1.400 metros quadrados, o que parece exagero. Mas nele JK chegou a discursar para centenas de pessoas.

Juscelino pagava um aluguel irrisório ou morava de graça _as versões variam.

O apartamento em frente ao mar estava em nome de uma empresa controlada pelo banqueiro Sebastião Pais de Almeida.

Multimilionário, o empresário era amigo de JK, em cujo governo havia sido ministro da Fazenda.

Em junho de 1964, a ditadura recém-instalada cassou o mandato de senador de Juscelino e suspendeu seus direitos políticos por dez anos.

O ex-presidente teve a vida devassada, investigado em inquéritos policiais militares.

As autoridades o acusaram de um sem-número de falcatruas, como se fosse um ladrão voraz.

A acusação de maior apelo entre os opositores do ex-governante era a de que, na verdade, o apartamento da Vieira Souto era de Juscelino.

Sem renda para justificar tamanha ostentação, o ex-presidente “corrupto” teria preferido ocultar o patrimônio.

Portanto, Sebastião Pais de Almeida seria um laranja. Atípico, tal a sua fortuna, mas laranja.

Certa imprensa fez um Carnaval, chancelando as acusações da ditadura, como se vê em títulos de jornal reproduzidos neste post.

Na Justiça comum, nem julgamento houve.

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